Esports
Publicidade

Por Victor de Abreu, para o TechTudo


A LOUD é campeã do Valorant Champions 2022, o torneio mundial do FPS da Riot Games. A taça veio após vitória no clássico contra os norte-americanos da OpTic Gaming neste domingo (18). A série melhor de cinco partidas (MD5), válida pela grande final da competição, foi dramática e recheada de prorrogações para definir alguns dos mapas. O astro Jaccob "yay" Whiteaker assustou em diversos momentos, mas os jogadores brasileiros não se abalaram e soltaram o grito de campeão em Istambul, Turquia, com a vitória por 3–1. As parciais foram de 15–13 na Ascent, 6–13 na Bind, 16–14 na Breeze e 13–5 na Haven.

Vale destacar que esse foi o primeiro título de uma equipe brasileira em torneios internacionais de Valorant. Além de levar a taça e de deixar seu nome na história, a LOUD ainda levou a premiação de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão). Confira, a seguir, os destaques da série que definiu o título para a equipe brasileira e a classificação final do Valorant Champions 2022.

LOUD derrotou a OpTic e ficou com o título do Valorant Champions 2022 — Foto: Divulgação/Colin Young-Wolff/Riot Games

👉 Qual o melhor jogador de Valorant do mundo? Opine no Fórum do TechTudo

Mapa 1 (Ascent)

Com a vantagem de banimentos e escolha de mapa, a LOUD buscou assegurar a primeira vitória levando o duelo de abertura para seu melhor mapa, a Ascent. O último encontro entre as equipes nessa arena foi 13–3 para o Brasil, mas os norte-americanos chegaram para o duelo muito mais preparados e proporcionaram um confronto bastante equilibrado. Pela defesa, a OpTic mostrou adaptação ao jogo da LOUD, arriscou movimentações avançadas para dominar certas áreas e contou com um belo trabalho de lurk de Jimmy "Marved" Nguyen (Omen) para adquirir boa vantagem nessa primeira metade.

Um clutch de Jaccob "yay" Whiteaker (Jett) quase frustrou a tentativa de recuperação dos brasileiros, mas Felipe "Less" Basso (Killjoy) levou mais confiança para a sua equipe com um 4K e ajudou o prejuízo a ser reduzido para 7–5. Na virada de lados, Marved (Omen) voltou a ser um problema e ajudou sua equipe a ficar com o pistol. Bryan "pANcada" Luna (Omen) teve seu momento de brilho com um clutch e defuse no limite, mas a OpTic seguiu com um ataque sólido e chegou ao map point em 12–8.

Apesar da enorme desvantagem, Less (Killjoy) e Gustavo "Sacy" Rossi (Sova) lideraram sua equipe em rodadas improváveis para buscar o 12–12 e forçar o overtime. Atordoada por deixar escapar a vitória, a OpTic até assustou, mas não conseguiu superar a LOUD, que fechou essa complicada Ascent em 15–13.

Sacy foi um dos grandes nomes da LOUD na recuperação durante o primeiro mapa da série — Foto: Divulgação/Lance Skundrich/Riot Games

Mapa 2 (Bind)

A escolha da OpTic foi a Bind, mapa que a equipe já havia sido derrotada pela LOUD nesses playoffs. Porém, assim como na Ascent, os norte-americanos se reinventaram e tiveram um grande sucesso no ataque. É fato também que os brasileiros se frustraram com uma dose considerável de azar, que os fez perder as três primeiras rodadas na defesa com três clutches em sequência da OpTic. Somado à mira firme de Jaccob "yay" Whiteaker (Chamber), os brasileiros não conseguiram encontrar espaços na Bind e foram atropelados nessa primeira metade em 10–2.

A vitória da LOUD dependia muito dos três primeiros rounds da segunda metade, e deu tudo certo. Sem muitos sustos, os brasileiros diminuíram a desvantagem para 10–5 e forçaram a pausa tática da OpTic. De volta ao jogo, os norte-americanos quase buscaram a vitória com um armamento bem inferior, mas Erick "Aspas" Santos (Raze) encontrou um improvável clutch no 1v3. Infelizmente, a jogada não interrompeu o bom momento da OpTic, que logo emplacou a sequência necessária para fechar a Bind em 13–6.

Yay voltou a mostrar a razão de ser considerado um dos melhores jogadores do mundo e não deu espaços para a LOUD se recuperar na Bind — Foto: Divulgação/Lance Skundrich/Riot Games

Mapa 3 (Breeze)

A LOUD teve um começo preocupante no lado atacante da Breeze. Após perder o primeiro pistol e ver a OpTic abrir o 2–0, a equipe brasileira se encontrou em uma situação aparentemente confortável para achar seu primeiro ponto no bônus round em uma situação 4v2 com spike plantada. Porém, Austin "crashies" Roberts (Sova) achou um ponto cego e conseguiu abater três adversários de costas para levar o ponto para sua equipe. Apesar de o clutch ter abalado a LOUD, que viu o placar chegar a 6–1, a equipe buscou a recuperação com abates precisos de Erick "Aspas" Santos (Jett) e de Felipe "Less" Basso (Cypher) para deixar essa metade empatada em 6–6.

Na defesa, a LOUD buscou a vitória nas duas primeiras rodadas, mas sua defesa no ponto B se mostrou com problemas, e a OpTic buscou se aproveitar disso para levar o bônus e impor pressão. No 8–8, os norte-americanos buscaram o plant no ponto A, mas a LOUD achou um retake excelente para desempatar novamente essa Breeze e levar os adversários a fazerem uma pausa tática. Essa interrupção favoreceu a OpTic, que chegou ao map point em 12–11, mas Aspas (Jett) encontrou um 3K em uma bela jogada para forçar mais uma prorrogação.

Sem surpresas, o overtime já iniciou de forma dramática, com a OpTic buscando uma rápida vitória e chegando a mais um map point. Foi nesse momento que as estrelas de Aspas (Jett) e Less (Cypher) voltaram a brilhar para manter a equipe brasileira viva no confronto. Com um ataque bem superior, bastou para a LOUD achar uma vitória pela defesa, fechar a Breeze em 16–14 e chegar ao tournament point.

Aspas apareceu quando a LOUD mais precisou na Breeze e levou sua equipe à vitória e ao tournament point — Foto: Divulgação/Lance Skundrich/Riot Games

Mapa 4 (Haven)

A LOUD começou o duelo dando aulas de retake na Haven. O primeiro foi no pistol, com uma retomada mais cadenciada e sem pressa. Depois, na rodada bônus dos adversários, um retake veloz para atropelar a OpTic e abrir o 3–0. Na rodada seguinte, Victor "Victor" Wong (Phoenix) liderou sua equipe em um econômico para surpreender os brasileiros, trazer o primeiro ponto da OpTic e levar doses de drama para o confronto. A equipe brasileira ainda conseguiu devolver o econômico rounds à frente e encontrou seu espaço para fechar essa metade na vantagem em 7–5.

No ataque, a LOUD fez uma bela entrada no ponto A durante o segundo pistol e teve Bryan "pANcada" Luna (Omen) encaixando seus abates para levar essa importante rodada. A OpTic assustou em seu econômico, mas Felipe "Less" Basso (Chamber) evitou o desastre com um clutch no limite e manteve a equipe brasileira na vantagem. Não satisfeito com o clutch, Less (Chamber) marcou um ace no bônus da OpTic e abriu de vez o caminho para a vitória da LOUD, que ainda contou com mais um clutch 1v2 para Gustavo "Sacy" Rossi (Sova). No final, 13–5 para a equipe brasileira, que se sagrou campeã mundial.

O clássico entre LOUD e OpTic terminou favorável para a equipe brasileira, que levantou a taça da campeã mundial — Foto: Divulgação/Lance Skundrich/Riot Games

Sobre o Valorant Champions 2022

O Valorant Champions 2022 foi o segundo torneio mundial do FPS a ser organizado pela Riot Games. A competição se iniciou no dia 31 de agosto e reuniu 16 das melhores equipes do mundo para disputar pelo título e pela maior fatia da premiação total de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões). As equipes vieram das principais ligas competitivas de Valorant no Brasil, América do Norte, EMEA (Europa, Oriente Médio e África), América Latina, Coreia do Sul, Japão, Ásia-Pacífico e Leste da Ásia.

Além da LOUD, o Brasil também foi representado pela FURIA Esports, que infelizmente foi eliminada ainda na fase de grupos. Destacou-se também a ausência da Acend, a campeã do Valorant Champions 2021 que não conseguiu se classificar para o mundial deste ano. Na tabela abaixo, você confere como ficou a classificação final e a premiação recebida por cada uma das competidoras:

Valorant Champions 2022 – Classificação Final

Colocação Equipe Premiação
LOUD US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão)
OpTic Gaming US$ 150 mil (R$ 750 mil)
DRX US$ 110 mil (R$ 550 mil)
FunPlus Phoenix US$ 80 mil (R$ 400 mil)
5°–6° XSET e Fnatic US$ 60 mil (R$ 300 mil)
7°–8° Leviatán e Team Liquid US$ 40 mil (R$ 200 mil)
9°–12° Paper Rex, ZETA DIVISION, 100 Thieves e KRÜ Esports US$ 25 mil (R$ 125 mil)
13°–16° FURIA Esports, EDward Gaming, BOOM Esports e XERXIA US$ 15 mil (R$ 75 mil)

Com informações de Valorant Esports e Liquipedia

Mais do TechTudo